 A Justiça da Bahia aceitou na quinta-feira, dia 17, o pedido de prisão temporária dos três suspeitos de inserirem agulhas no corpo de um menino de 2 anos e 7 meses em Ibotirama, a 688 quilômetros de Salvador.
O auxiliar de serviços gerais, Roberto Carlos Magalhães, de 30 anos, padrasto da criança, a suposta amante dele, Angelina Ribeiro dos Santos, de 47 anos, e a mãe-de santo Maria dos Anjos Nascimento devem ficar cinco dias presos.
Na manhã de quinta-feira (17), o menino foi transferido do Hospital do Oeste, em Barreiras onde estava desde domingo, para Salvador. A decisão foi tomada depois que a equipe médica que o atendia constatou que duas agulhas estavam perto do coração.
De acordo com o diretor médico do hospital, Fransciso Reis, provavelmente o menino será submetido a uma cirurgia para a retirada dos objetos. “Pelo menos os que estiverem ameaçando órgãos vitais”.
A previsão é de que as agulhas que ameaçam órgãos vitais sejam retiradas por meio de cirurgia, que deve ocorrer até segunda-feira (21). Há objetos metálicos no coração e no pulmão da criança. Na quinta-feira (17), um exame revelou que uma agulha que atingiu o coração provocou uma infecção.
A polícia de Ibotirama, onde vive a família do menino, está investigando o caso. Segundo o delegado, o ex padrastro disse que comprava as agulhas e as entregava para uma mulher, suspeita de ser amante dele. Ele afirmou ainda que a mulher levava o material para ser benzido por uma religiosa. Ela teria sugerido o ritual. A Justiça decretou a prisão dos três suspeitos. As duas mulheres negam envolvimento.
O padrastro foi preso e por segurança transferido para outra cidade.
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